Modo de uso:

  • 1º Quando tiver de atirar, atire. Não fale!
  • 2º Coronha no ombro é coisa de maricas!
  • 3º Em disparos onde o alvo está se movendo, compense a mira e preveja o movimento do inimigo.

16/12/2007

O mistério da negra do lavabo. Parte 1.

Ah chibata do carai! Essa bosta desse blog não tá deixando colocar imagem, mas como eu perdi a fotonovela mesmo, então vai sem nada! Pronto!

OBS: Eu tava muito inspirado pra criar isso, tanto que acho que ao continuar vai ser um pouquinho diferente. É a idade e a vagabundagem...


Era só mais um dia quente como o inferno em Caicó, até que algo veio pertubar a paz daquela pequena cidade, e a notícia se espalhou aos quatro ventos:

´´A doméstica Gesilda Aparecida Brocoió,76 anos, foi encontrada morta no lavabo da residência da família Opídio. As autoridades ainda não chegaram a uma conclusão, mas até onde foi apurado por nossa equipe de reportagem, sabe-se que ela foi vítima de estupro seguido de homicídio, devido principalmente à sevícias no reto, causadas por um objeto grande, grosso e de composição desconhecida, já que o agressor se evadiu do local e o objeto causador de tais lesões fatais, não pôde ser encontrado. O detalhe mais chocante do crime é que existem indícios,pasmem, de que a vítima tenha sido empalada...``

Sofrível mesmo foi ler essa notícia, já que ninguém em Caicó entendeu, até os ditos ´´eruditos`` quiseram fazer fama com suas próprias interpretações.Um deles, um boçal professor de literatura, dizia constantemente para os seus alunos, que aqueles detalhes eram exagerados, e que ele, quando soube disso, ´´correu pra ir ver a desgraça``, e constatou que era tudo mentira.E o tempo passou e os eruditos tentaram transformar aquilo em lenda, talvez para que a ´´renomada´´ cidade de Caicó não ficasse marcada por um crime tão bárbaro quanto aquele...
De fato, aquela simples empregada ´´morreu arregaçada com um trabuco no cú``, conforme a sábia língua da simpática e simples população pobre de Caicó. Os mais ´´burros`` sabiam a verdade, mas os ´´inteligentes`` teimavam em desconhecer aquilo, achavam que era ´´folclore``, exagero do ´´povinho ignorante``. A polícia então, nem se arriscava. Por ordem do prefeito, e para o orgulho do ITEP, nada deveria ser pronunciado. Fizeram tanto escarcéu, que o ´´povão`` começou a duvidar do que sabia.
Mas como podiam estar errados?Se auto-perguntavam desde o dono do barraco na Cel. Martiniano até D. Marlene, humilde lavadora de roupa, lá da Barra Nova.Quando o boato estourou, apinhou-se de gente na casa onde o crime ocorreu, pois a polícia demorou a chegar, achando que aquilo se tratasse de um trote.
Pois bem, como poderiam estar errados se Sicraninho, filho de Seu Fulano e D. Belcrânia tinham visto tudo?Estava lá, a dita cuja, no minúsculo lavabo, com uma poça de sangue na bunda, os olhos arregalados e a língua do lado de fora. Foi a mesma cena que Chico Mocó, Marileusa, Holofontina, Algarobson e Ezequiel viram. Foi a mesma cena que Rita Satanás, Bucho de Soro, Galalau e Seu Talarico viram pelo os ouvidos daqueles primeiros. E foi a mesma cena que Joca Fofoca, Mané Mulher, Tiaguim e Zé Rufino viram pelos ouvidos de gente bem mais distante, que talvez estivessem até mesmo em outras cidades.Passaram-se três e ninguém mais sabia o que era verdade, pois, conforme já foi dito, o buburinho dos ´´cultos e letrados`` foi tão grande, que os dominados se conformaram com a indecisão.

CONTINUA...